- Férias. O mês de julho traz consigo o tempo das férias. Para muitos, é a oportunidade de descansar, descobrir novos lugares, passear, visitar familiares e amigos, ler um bom livro ou simplesmente recuperar energias para iniciar um novo ciclo de estudo, formação ou trabalho. As férias são um dom e um tempo precioso para cuidar do corpo, da mente e das relações.
Contudo, entre tantas propostas e atividades, corremos o risco de esquecer o essencial: a nossa vida espiritual. Também ela precisa de ser alimentada, porque é nela que encontramos a força e o verdadeiro sentido da vida.
É frequente que a pausa da catequese durante o verão se transforme, infelizmente, numa pausa da participação na Eucaristia, sobretudo para muitas crianças e jovens. Mas a fé não tira férias. O cristão alimenta-se da Palavra de Deus e da Eucaristia, onde encontra Cristo vivo. A Missa é também o lugar onde “recarregamos as baterias”, renovamos a esperança e recebemos a força necessária para enfrentar os desafios da vida.
Por isso, vai de férias, desfrute da beleza da criação, do descanso e da companhia daqueles que ama. Mas leve Deus na bagagem. Ele não ocupa espaço, não aumenta o peso da mala e nunca será impedido de embarcar em qualquer voo ou viagem. Pelo contrário, é a Sua presença que torna qualquer caminho mais seguro, mais belo e verdadeiramente feliz.
Vai de férias, diverte-te… mas leva sempre Deus contigo.
- Catequese. Sempre me custa falar em encerramento da catequese, porque a catequese não termina nem se encerra. Ela é um caminho permanente de formação, de crescimento na fé e de encontro com Jesus Cristo.
No passado dia 20 de junho assinalámos, simbolicamente, o fim de mais um ano catequético com uma iniciativa dinamizada pelo nosso pequeno grupo de jovens.
A ideia começou de forma simples, com um encontro no Parque do Castelo da Penajóia, mas foi crescendo: surgiu a caminhada, envolveram-se as crianças, os pais e, por fim, toda a comunidade foi convidada a participar num momento de convívio.
Apesar do intenso calor, viveu-se uma tarde repleta de alegria, oração, partilha e fraternidade. Houve tempo para brincar, refletir, celebrar a Eucaristia e conviver à volta da mesa. Quem participou regressou a casa feliz e com o coração cheio de Deus. E quem está cheio de Deus ilumina naturalmente a vida dos outros. A experiência foi muito positiva e deixa um desafio: que, no futuro, possamos envolver ainda mais a comunidade em momentos de encontro, oração e convívio junto do nicho de Nossa Senhora do Castelo. Deixemos os nossos jovens sonhar e, com a ajuda do pároco, transformar esses sonhos em realidade.
José Fernando, in Ecos de Penajóia, ano 59, nº 667, 30 de junho 2026.